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MARCELO A B

Penetrar a pele de determinada realidade, mecanicamente apreendida como fase primeira da elaboração pictórica, escavar-lhe a essência humana por entre músculos, veias, ossos, nervos e cartilagens (numa verdadeira dissecação, digamos assim, esteticizada, a que talvez o artista pudesse batizar de “Arqueologia Humana”), até atingir-lhe o âmago do âmago, onde a alma descansa, ela mesma impassível de fossilização, por etérea – eis o escopo desse artista-arqueólogo Marcelo A. B., que vem de expor sua última fase de pintura, a que deu o título de “Arqueologia Urbana”, na Agnus Dei Galeria de Arte, de Belo Horizonte.

Essa idéia de fóssil que, mesmo estratificado em sua memória, sempre se revigora quando se lhe pede um sentido, não é nova na linguagem de Marcelo. Vem de longe, vem desde aquelas figuras humanas paisagenficadas em árvores, poeiras de estrada, adobes do barroco, ‘sítios arqueológicos’ do passado agora, passado hoje, passado este minuto, mergulhando-se na prospecção do futuro, para lá diante se tornar história.

Tudo começou a acontecer de maneira simples e quase acidental em seu atelier, ao longo do tempo, no exercício diário da profissão de artista. Sobre o material plástico ou papel encorpado protetor do tampo da prancheta vieram depositar-se, como reais fósseis ‘esquecidos’ em camadas arqueológicas, pingos de tinta, ligeiros croquis na procura de alguma forma, rabiscos de limpeza de pincéis, esboços, anotações e sei lá mais o quê. Tais formas aleatórias um belo dia, de repente, chamaram a tenção do artista. Parou por algum tempo a fim de observá-los e da observação à admiração foi um pulo, porquanto ele, afinal, compreendeu que, ali estavam, não elementos inúteis a serem descartados como restolhos, bagaços, aparas, limalhas ou sucata, mas uma história a ser redivificada da labuta e suor de um inventor de imagens – o qual, a partir daquele instante, iria tornar-se também uma espécie, pode-se dizer, de arqueólogo à procura da revitalização de elementos icônicos de sua história mesma.

Em contraste, a Arte midiática atualmente vale-se muito da estética dos seus apresentadores, para expressar a beleza, alguns chegando a usar up skin creme facial nas performances. Clicando aqui, vimos que Marcelo A B apresenta-se como um bastião da velha guarda, mas sempre primando por provocar aquele toque emocional nos apreciadores de sua Arte.

A PIETÀ DE MICHELANGELO

Iniciando nossos artigos sobre arte, hoje vamos falar sobre uma das mais fabulosas esculturas de todos os tempos. Criada no final do século XV e que ainda hoje enche os olhos e a alma de quem olha, exceto dos evangélicos e alguns outros religiosos que acham que por trás de cada escultura que representa alguma divindade existe o Diabo!

MICHELÂNGELO

Michelangelo foi um alienígena gênio italiano, nascido na região de Toscana, que viveu entre os anos de 1475 e 1564. Seu nome completo era Michelangelo di Ludovico Buonarroti Simoni e atuou como arquiteto, poeta, escultor e pintor, sendo considerado um dos maiores ícones de toda a história da Arte.

Teve uma vida longa (88 anos) considerando a expectativa de vida da época e desenvolveu trabalhos artísticos durante mais de 70 anos.

Seu talento artístico destacou-se logo cedo e passou a receber o apoio da família Médici, os quais foram seus grandes mecenas.

Ainda em vida, Michelangelo foi considerado o maior artista de seu tempo, sendo chamado por alguns de “o Divino”. Alcançar fama artística universal que dure eternamente tem sido algo raro e Michelangelo conseguiu.

Dentre suas esculturas mais famosas estão o Baco, A Pietà, David e Moisés!

michelangelo

Michelangelo

A PIETÀ

Por ser uma muito famosa, grande número de pessoas logo se lembra da escultura de Michelangelo quando ouve o termo Pietà.

O que poucos sabem, exceto aqueles que estudam um pouco mais sobre a Arte, é que a Pietà, na verdade, é um tema e não exclusivamente a escultura de Michelangelo. Pietà quer dizer Piedade e dentro da Arte é a representação da virgem Maria com o corpo morto de Jesus, após a crucificação.

Se você pesquisar na Internet, pelo Termo Pietà, verá que existem incontáveis esculturas e pinturas retratando o mesmo tema, com algumas variações.

Pintura do tema Pietà

Pintura do tema Pietà

A PIETÁ DE MICHELÂNGELO

A Pietà de Michelangelo é provavelmente a Pietà mais conhecida de toda a história. Fica na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Essa fabulosa escultura foi concluída no ano de 1499 e abaixo nós vamos destacar alguns fatos interessantes sobre a obra.

Pietà de Michelangelo

Pietà de Michelangelo

CURIOSIDADES SOBRE A PIETÀ DE MICHELÂNGELO

  • A escultura é feita em mármore e mede 174 X 195;
  • Existe uma fita que passa pelo peito da Virgem Maria, onde está escrito MICHAEL ANGELUS. BONAROTUS. FLORENT. FACIEBA(T), ou seja, “Miguel Angelo Buonarotus de Florença fez”;
  • Ao finalizar a escultura, Michelangelo teria apenas 24 anos de idade e, alguns autores afirmam, por isso, esculpiu a faixa no busto de Maria, com seu próprio nome, para que fosse reconhecido;
  • Em 1872 um geólogo que tinha distúrbios mentais atacou a escultura, enquanto gritava “eu sou Jesus Cristo.” Deu 15 golpes com uma marreta e provocou alguns danos;
  • Por causa dos ataques, a escultura recebeu um vidro à prova de balas que a protege até hoje;
  • O Cristo é menor do que Maria, para mostrar que é seu filho e não passar a sensação de estar esmagando a mãe;
  • A Virgem Maria também foi representada com um rosto muito jovem.

E você? O que sabe e acha da Pietà? Sinta-se à vontade para deixar seu comentário.